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Eu acordo com o barulho da chuva, Chuva de Novembro.  Olho meu celular e vejo que não há nenhuma notificação.  Me levanto, visto a minha roupa e vou para o banheiro escovar os dentes.  Olho pela janela e vejo que o está de noite, tento ligar para o Steve mas está sem sinal o celular, preciso trocar de celular. Ligo a TV mas parece que a o sinal do satélite não está funcionando, estranho como isso sempre acontece as 11:30 da manhã... Manhã? Está escuro lá fora, como é 11:30 da manhã? Será que meu celular está com defeito? Agora tenho certeza que devo trocar essa antiguidade que chamo de telefone. Bem não importa, sem TV e sem conseguir falar com o Steve só me resta uma coisa a fazer, ir a festa sozinho... droga.

  Abro a porta e desço pelo elevador, saio do prédio... não me lembro de ter visto uma noite tão escura antes.  Vejo se estou atrasado, meu celular marca 11:50, deveria ter ajustado ele antes de sair de casa. Olho de um lado para o outro, a rua está deserta... será que já é de madrugada? Será que a festa já acabou? Não claro que não, a Ashley é reconhecida pelas festas sem fim dela.

  Depois de caminhar três ruas vejo a primeira alma viva na rua, uma pessoa com uma jaqueta de capuz branco, calça preta e pele escura, não parecia muito confiável para perguntar as horas, achei melhor passar direto. 

 Faltando só uma rua percebi que o homem estava me seguindo, ainda bem não perguntei que horas eram para ele, aposto que é um ladrão. Mas para seu azar já estou na rua de Ashley e estou já posso ouvir aquilo que ela chama de música. Entro na casa dela e tem algo estranho, não há ninguém na festa, que tristeza, ela deve estar decepcionada. Há roupas jogadas no chão, e uma mancha... sangue? Sinto um vento gélido na espinha, e escuto passos atrás de mim. Devagar viro o meu rosto para trás, aproveitando para observar tudo ao meu redor... mais roupas e agora vejo arranhões na parede. Vejo o homem que estava me seguindo em pé atrás de mim, está escuro e não vejo o seu rosto.

 - Comigo você virá. - Ele diz em uma voz grave e roca.

- Quem é você? Cadê todos os outros? Eu não irei pra nenhum lugar com você. – Eu grito para ele.

- Só você resta.

 Só resta eu? Que merda é essa que está acontecendo? Por algum motivo sinto medo de descobrir. TRim...Trim...  Meu telefone toca.

 - Alô?

- Alô cara... aonde você está? A festa está bombando... acho que hoje fico com a Milena... E! Ei! Essa cerveja é minha seu fil... – A ligação cai. Era Steve no telefone.

Não entendo mais o que está acontecendo, o homem que estava na minha frente sai pela porta, ele corre. Fico parado ali, tentando entender... a noite, a hora, a ligação, o sangue, nada faz sentido. Saio pela porta.

Olho para um lado e para o outro... a chuva parou. Resolvo voltar para casa. Talvez dormir me ajude a entender melhor as coisas, enquanto caminho de volta ao meu apartamento não vejo nenhuma pessoa mas sinto ser observado. Minha respiração fica ofegante, olho para o lado e vejo alguém na janela, realmente estou sendo observado, olho novamente e percebo que não é alguém mas sim algo. Coloco meu capuz e apresso meu passo...

 Chegando ao prédio passei  pela porta giratória e fui até o elevador, aperto o portão. Percebo que alguém passa pela porta giratória. Ouço um grunhido, olho para trás. Vejo uma pessoa encapuzada andando, ela anda como se tivesse algo muito pesado sobre os pés, quando olhou em minha direção vi que não era uma pessoa. Aquela coisa não tinha olhos e nem boca, seu coração ficava no meio do rosto, era horrível... e ele grunhiu novamente. Apertei o botão do elevador e nada, continuei apertando, eu escutava os passos cada vez mais perto e o grunhido cada vez mais alto. Quando o elevador chegou dei um salto para dentro e apertei o botão do meu andar, 5°. Dei uma última olhada naquilo antes de subir.

 Ao chegar no 5° andar vejo sangue no chão e escuto barulho de grunhido das escadas, como aquilo subiu tão rápido? Corro para o meu apartamento e abro a porta, eu a tranco e coloco meu armário na frente dela.

- Quem é você? – Escuto uma voz de criança perguntar.

- Eu..??? – Como eu não vi aquela menina em cima da minha cama? – Quem é você?

- Você não sabe quem é? – Diz a menina.

- Eu sei quem eu sou, Me chamo Daniel Gillbert, como você se chama?

- MENTIROSO!!! Este não é seu nome, se o Daniel te escutar dizendo isso ele vai te bater. Acho que foi por isso que você correu quando escutou ele subindo as escadas né?

Continua

Minha primeira creepypasta, espero comentários e ajuda rsrs por: Ruan Oliveira da Silva

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